Peugeot Turismo 3 masculina

Dando continuidade a história das bicicletas Peugeot no Brasil, trazemos agora a, talvez, mais popular delas: a Turismo 3 masculina.

Herdeira das Ballonete francesas – excelentes bicicletas que fizeram enorme sucesso depois da Segunda Guerra, por serem rápidas, elegantes e confortáveis – a Turismo 3 é tida como uma das melhores bicicletas já produzidas no País.

Sua destacada qualidade, oriunda da sua versão Francesa, se comprova através de uma das suas principais características: quase não faz barulho. Isso porque os seus parafusos e porcas dos para-lamas, bagageiro, cobre-corrente e hastes são de 8mm. Caixa do movimento central  e de direção são de 34,7mm e raramente apresentam folgas. 

Se não restam dúvidas de sua excelente qualidade, o mesmo não se pode dizer de sua história. Isso porque, como já havíamos dito antes, a prematura falência da sua Fábrica (Almec indústria mecânica), no início dos anos 80, atrelada a comum falta de documentações e publicidades das antigas fabricantes nacionais, torna bem difícil detalhar sua história, assim como demais modelos fabricados pela marca.

Este modelo feito aqui guarda muita semelhança a sua irmã francesa, como o guidon reto. Já os freios não eram iguais, cantillever nas francesas e Center-pull nas nossas.

Atualmente ainda é possível se ver rodando alguns exemplares, quase sempre em bom estado de conservação, devido ao grande número de fãs da marca.

A história da Peugeot do Brasil

Neste post vamos falar de uma concorrente da Monark nos anos 70, embora por um curto período, infelizmente. Vamos contar a história da Peugeot do Brasil.

Texto de Marcos Rozen

“Foi em 1977 – apenas um ano após a formação definitiva da PSA, unindo Peugeot e Citroën –, em Montes Claros, Minas Gerais. Desta fábrica saíram legítimas bicicletas Peugeot, já largamente reconhecidas na Europa. A Cycles Peugeot francesa detinha 40% do empreendimento, batizado como Almec Indústrias Mecânicas. Produto: Peugeot 10, concorrente direto da Caloi 10, tipo de bicicleta febre na época baseada em modelo de ciclismo de corrida profissional.

A Peugeot então se apresentou ao mercado brasileiro com uma publicidade impressa hoje memorável – se tivesse sabor, seria deliciosa. Em um texto quase jocoso, o anúncio se aproveitava do total desconhecimento da marca aqui e já mandava logo de cara, direto no título:

 

“Peugeot? – Não me lembro mais como se pronuncia.”

Encerrava o texto publicitário parágrafo que merece ser reproduzido: “(…) naquela época que eu falava Peugeot, eu pronunciava P-e-u-g-e-o-t, com todas as distintas letras. Ao que o pai de Pierre retrucava, alegre e compreensivo:

– Pejô, criança, Pejô.”

O anúncio foi publicado pela primeira vez na revista Veja de 7 de agosto de 1977, e ainda lascava sem dó o slogan “Produzir Bicicletas Como Quem Fabrica Automóveis”, sob o símbolo do leão.
Mas a Almec, que se aproveitava dos benefícios da Sudene, já nasceu meio torta. Era originalmente sociedade da Cycles Peugeot com o grupo mineiro Hermógenes Ladeira, então conhecido por sua Cia. Alterosa de Cerveja. O grupo quase foi à falência, atrasando em muito a construção da fábrica que era negociada desde o início dos anos 70. A Peugeot ameaçou saltar fora, mas foi convencida com empréstimos bancários. Só que quando a empresa de fato iniciou a produção já devia 10 milhões de cruzeiros. A situação nunca foi exatamente muito bem controlada, e logo depois, 1979, a dívida já era dez vezes maior. A Cycles Peugeot viu então que a coisa estava prestes a desandar de vez e saltou fora, pagando multa contratual exatamente do valor da dívida, 100 milhões de cruzeiros.


A Almec então decidiu continuar por conta própria, agora com capital 100% nacional, autorização para manter o nome da montadora francesa e a produção da Peugeot 10 e, em tese, sem dívidas. No fim de 1981 uma parte curiosa da história: a Almec anunciava acordo para fundir e produzir componentes em alumínio no País, e assim, diminuir as importações e reduzir o preço da bicicleta. O acordo foi com a FMB, da Teksid, do Grupo… Fiat. A FMB fundia os componentes em Betim e a Almec os usinava em Montes Claros.

Para a Almec o acordo parecia a solução da lavoura – Com o fim dos benefícios da Sudene, em 1982, degringolou as contas e a fábrica deixou de pedalar, rapidamente caiu e fechou no mesmo ano, interrompendo a produção dos primeiros Peugeot nacionais.

Produção que voltou apenas quinze anos depois, dessa vez em quatro rodas, com a inauguração da planta fluminense da PSA – e dessa vez era para ficar.

Hoje as bicicletas Peugeot 10 são raras no País – as poucas bem conservadas dão disputadas quase que a tapa por colecionadores.”

Curiosidade

A Peugeot Brasileira produziu também uma bicicleta “clone” da Barra circular da Monark, só que com Barra circular dupla no centro do quadro, conforme rara foto de um modelo já em estado precário (abaixo)

Monareta Linha Fantástica!

 

Neste post vamos falar da mais equipada e por que não dizer “Fantástica” Monareta de todos os tempos: Apresentamos agora, senhoras e senhores, sua Sua Majestade, Monareta Linha Fantástica, Série Águia Imperial 74.

Em 1974 a Monark preparava a renovação da Monareta de  2° geração, que havia chegado no final de 1970, a popularmente conhecida como de garupa quadrada. Este foi o último ano de fabricação deste modelo (embora na Linha mirim ainda se preservaria este desenho).

 E neste ano, após uma bem sucedida campanha publicitária, a Monark lança, como uma série especial – Linha Fantástica – a sua 3° geração, coexistindo com a de 2° geração.

 

Ela fazia parte da Série Águia Imperial 74, e além de emblemática, por ser a primeira de 3° geração, também era carismática, pelos diversos acessórios que a acompanhavam.

Elas vinham com: Guidon, Selim tipo banana, Santo Antônio e sinaleiras da Monark Tigrão/Tiger Kross, além de uma nova gama de cores, metálicas.

Na traseira, além do novo formato da garupa – fazendo um ângulo de 90° – se destacavam ainda o novo para-lamas – mais curto – e com soleira (ou para-barro) de plástico, assim como a nova lanterna, agora de formato múltiplo, em vermelho e laranja, que era afixada num novo suporte da garupa, peça cromada com 3 varetas de metal, também cromadas, que formavam um conjunto harmônico e bonito, que se seguiriam nos anos seguintes.

Com esta edição especial de Monareta, a Monark deu um tiro certeiro, pois graças a este modelo – 3° geração – ela viria enfim a tirar a liderança da sua maior concorrente, a Caloi Berlineta, assim como se tornar a mais vendida da marca.

Este modelo de Monareta é um dos mais difíceis de se encontrar, preservando plenamente suas características originais

Curiosidade

Existiram dois tipos de configurações para a Linha Fantástica: Uma que já dissemos acima, com guidon, banco banana e sinaleiras da Tigrão / Tiger Kross e outra mais simples, com selim comum com forração tipo couro de boi, assim como o guidon, também comum.

Outro fato curioso era a opção por pneus brancos, algo pouco comum para a época.

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Monareta Kross Standard

Neste post vamos falar de um grande sucesso da Monark, a Monareta Kross.

A terceira geração da Monareta nasceu em 1974, na série especial Linha fantástica, até hoje considerada por muitos a mais bonita de todas e responsável pela virada das vendas da Monareta.

Mas foi em 1975, na Série Centauro, que nasceu uma das mais carismáticas Monaretas de todos os tempos: a Monareta Kross.

Com certa influência na nova Caloi Berlineta, que passara a adotar um novo garfo – duplo – a Kross traz ao seu público uma idéia ousada: um estilo Chopper. Além do garfo duplo, ela vinha com 2 cachimbos (suporte de ligação entre o garfo e o guidon), que eram alojados em cada intercessão do garfo.  Mas a grande novidade ficava por conta do novo guidon, no estilo Chopper, das motos estradeiras Harley Davidson, um charme.

Outro destaque ficava por conta das borrachas sanfonadas no garfo, dando ainda mais um ar de moto a bicicleta, pois se assemelhavam a amortecedores. Na traseira o destaque ficava por conta do para-lamas curto com soleira plástica, igual nos demais modelos da época.

Esta versão da Monareta teve grande sucesso, talvez tenha sido a razão para a Monark ter alcançado a liderança de vendas no segmento.

Foi produzida entre 1975 – série Centauro, 1976 e 1977 – séries 5 estrelas.  Em 1980 a Monark lançaria a Kross II, inspirada nas Monaretas Colombianas.

Curiosidades 

Nesta mesma versão a Monark viria a lançar alguns modelos especiais, como a Kross 3, que apesar do nome, não se tratava de uma versão mais moderna, mas sim em alusão as 3 marchas, que ficavam no cubo da roda traseira e acionada no punho direito.

Esse sistema de marchas foi adotado inicialmente na Monareta Jet Black sueca – uma Crescent – que já havíamos falado no blog numa outra postagem.

Outro modelo era a Monaretinha Kross, ou Monareta Kross mini, nome oficial.  Era uma versão com aro 16, destinada as crianças, e que é um modelo extremamente raro de se ver.

A Monareta na nossa história 

A gente já contou aqui a história da Monareta, não é mesmo? Mas o que a gente não contou ainda é a nossa história com a Monareta, em nossa vida, o que ela representou nela.

Já recebemos dezenas de comentários de pessoas que tiveram a felicidade de ter sua história com a Monareta,  sempre atrelada a doces e felizes lembranças.

 

Pensando nisso tivemos uma ideia: Que tal criarmos um post só com as nossas histórias?  Isso mesmo, queremos ouvir suas lembranças, resgatando aqueles momentos mágicos que tiveram com suas monas, postando aqui no Blog, para a posteridade.

 

Então galera, tá valendo, se tiver interesse em dividir conosco sua história, é só postar nos comentários deste post, que iremos colocar numa nova postagem.  Se tiverem fotos de época também podem nos enviar, só que acessem para isso nossa fanpage no Facebook, do mesmo nome, in box (por mensagem).

Valeu pessoal, estou aguardando seus comentários, um abraço!

História do Ciclismo Brasileiro

As primeiras bicicletas e biciclos surgiram na Europa, no final do século XIX e desembarcaram no Brasil pouco depois, pelas mãos de ricos do eixo Rio/São Paulo, assim como imigrantes Alemães que viviam em Curitiba e Porto Alegre.

Companhia de ciclistas do Batalhão Naval que abriu a parada militar realizada no dia 11 de junho de 1907, no Rio de Janeiro

Na primeira Olimpíada da era moderna, realizada em Atenas, 1896, o Ciclismo debutava como competição no mundo.

O primeiro Clube ou Agremiação voltado para o ciclismo no Brasil surgiu em Curitiba, em 1895, por Imigrantes alemães, sendo chamado de Clube de Ciclistas de Curitiba.

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Primeira agremiação ciclística do País, em Curitiba, 1895

Em 1896, foi inaugurado em São Paulo, a primeira pista de corridas ciclísticas do País, o Velódromo Paulista. Foi construído a pedido de Veridiana Valéria da Silva Prado, em sua chácara da Rua da Consolação. Foi projetado pelo Arquiteto Tomaz Gaudêncio Bezzi, se baseando no Velódromo Bufallo, de Paris.

Velódromo Paulista

Nesta mesma época ocorria na Praça da República, em São Paulo, uma espécie de escolinha de bicicletas, chamada de Circo de velocípedes, onde eram dadas aulas de bicicleta, assim como as alugavam para quem já sabia pedalar.

Inauguração da Caloi

Em 1898 era inaugurada a Casa Luiz Caloi e também realizada a primeira corrida em pista oficial no Velódromo Rio-Grandense, em Porto Alegre.

Em 1904 o Brasil teve o seu primeiro representante em uma competição internacional no esporte, era Antônio Prado Júnior, o Pradinho, neto de Veridiana Valéria, que participou do Campeonato mundial de Velódromo, realizado com o apoio de sua Avó, na Cidade de São Paulo, onde obteve o sexto lugar.

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Em 1925 surgia a Federação Paulista de ciclismo, que promoveu diversas competições, com vários Clubes de prestígio da Cidade de São Paulo.

Em 9 de Julho de 1933 era disputada a primeira corrida da tradicional 9 de Julho, em São Paulo, em homenagem aos mortos na revolução Constituicionalista, ocorrida no Estado, em 1932, que contou com 536 Ciclistas e a presença de 50 mil espectadores.

Em 1936 o Brasil estreava na competição dos Jogos Olímpicos de Berlim, com os Atletas Ricardo Magnani, Dertônio Ferrer e Hermógenes Netto.

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Em 1938, na Capital Gaúcha de Porto Alegre, foi disputado o primeiro Campeonato Brasileiro de Ciclismo. À partir dos anos 1930 outros Velódromos foram surgindo, como o Clube Brasil, o Ciclo Clube Ardanuy e o Bom Retiro.

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Em 1948 a Monark Brasileira era oficialmente registrada como Fábrica de Bicicletas, cuja qual era uma importadora da marca Sueca até então.

O esporte continuava ativo no País, após o término da 2ª Guerra mundial, mas só começou a ganhar projeção internacional na década de 1950, com Cláudio Rosa, que em 1952 venceu o Torneio Ciclístico Internacional, em Assunção, no Paraguai. Em 1954 Rosa voltaria a se destacar no cenário internacional, ao ganhar o Campeonato Americano de resistência.

Anésio Argenton

Anésio Argenton foi outro Atleta brasileiro que ganhou fama no Ciclismo, faturando as provas de velocidade e de quilômetro contra o relógio. E para coroar seu êxito, Argenon ganhou a medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de Chicago, em 1959.
Após um longo hiato de mais de uma década o País voltava a participar de competições internacionais, nos Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha, em 1972, na Prova de Estrada, com Luís Carlos Flores e Miguel Duarte.

Depois de ficar fora dos Jogos de 1976, Em Montreal, Canadá, o País aproveita o boicote das nações que dominavam o esporte para irem aos Jogos Olímpicos de Moscou, na antiga União Soviética e Los Angeles, EUA, em 1984, mas suas classificações foram ruins.

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O Goiano Wanderley Magalhães

Nos jogos Olímpicos de Seul, Coreia do Sul, em 1988, o resultado continuava ruim, ficando em último lugar na prova de perseguição por Equipes. O Atleta Cássio de Paiva foi o Vigésimo colocado na prova de Estrada. Ele também foi um dos poucos Ciclistas Brasileiros a ganhar uma Prova do Circuito Europeu, a Volta de Portugal.

Nos jogos que se seguiram, Barcelona, Espanha, em 1992 e Atlanta, EUA, em 1996, o panorama era o mesmo para o País nas Competições.

Nos Jogos de Sydney, Austrália, em 1992, os Brasileiros estiveram presentes nas Provas de Estrada (Masculino e feminino), e Montain Bike, esporte que debutava no país – surgiu em 1988 no Rio de Janeiro – mais nenhum deles terminou entre os 40 primeiros colocados.

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Em Atenas, na Grécia, em 2004, o Brasil garantiu 5 vagas: Nas provas de Estrada Classificaram-se Luciano Pagliarini, Murilo Fischer e Márcio May (Equipe masculina) e Janildes Fernandes Silva (Equipe feminina). Já no Montain Bike Jaqueline Mourão conquistou a vaga ao ficar em oitava no Campeonato Mundial, realizado no Canadá, em 2003.

CURIOSIDADES

BMX

Uma importante categoria de Ciclismo chegou ao Brasil, em 1978, pelas mãos da Monark: O BMX.

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No dia 3 de julho de 1978 Orlando Camacho foi convidado pela Monark para chefiar a primeira equipe de BMX Racing da América do Sul. Com grande experiência em competições de ciclismo e com vários títulos conquistados, Camacho convidou garotos do bairro da Mooca, em São Paulo, para participar da equipe.

Durante 7 meses o BMX foi divulgado no Estado de São Paulo em exibições feitas com rampas de madeira, em escolas e praças. A primeira delas foi no Guarujá, no litoral paulista, em agosto de 1978.

Montain Bike

Apesar de surgir no Rio de Janeiro, no Primeiro Montain Bike Cup Fazenda Hotel Jatahy, em 1988, o Montain bike se consolidou mesmo como categoria à partir de 1989, em Campos do Jordão, São Paulo, no Primeiro Cruiser das Montanhas de Campos do Jordão, através de JB e da Repórter Renata Falzoni, Competição essa que foi patrocinada pela Caloi, que disponibilizou para seus participantes 50 Bicicletas Cruiser Montana 5 marchas.

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Renata Falzoni

Posteriormente participaram da Copa Halls / Lâminas Schick, um dos pontos altos de 1989.

Renata Falzoni, uma Jornalista conceituada na época, foi uma das pessoas principais que contribuíram na divulgação e popularidade do Montain Bike no País.

Fonte: travinha.com.br, medalhabrasil.com.br e Wikipédia 

Monareta Jet Black – Curiosidades

Bem, a gente já falou aqui no Blog sobre ela, mas por se tratar de um modelo pra lá de especial e também por uma nova história, resolvemos fazer este novo post.

Publicidade Crescent model 213

Recentemente descobrimos que a Crescent Sueca, Empresa que pertence ao mesmo Grupo – Cycleurope – que a Monark, havia comercializado a bicicleta Crescent Folding model 210 e 213, irmã gêmea da nossa Monareta, de segunda geração.

O fato novo é com relação ao modelo 213, que apresentava as mesmas características da nossa Jet Black, com uma exceção: Vinha equipada com sistema de câmbio com 3 velocidades, no cubo da roda traseira, da Shimano.

Quer dizer, a versão da Jet Black sueca além do charme da exclusiva  cor preta e peças cromadas, era mais apimentada, cuja novidade do câmbio a nossa Monareta só viria a conhecer anos mais tarde, na Monareta Kross III, com 3 marchas.

Ciclomotores Monark-Crescent Suecos

Ciclomotor Monark Trapper 1207, 1966

Neste post vamos trazer um pouco dos Ciclomotores fabricados pela Monark-Crescent na Suécia, de onde se originou o seu mais famoso modelo, o Ciclomotor Monareta.

Vale dizer que após a incorporação das Empresas ao Grupo Cycleurope, em 1961, ambas as marcas, Monark e Crescent, passaram a compartilhar a mesma plataforma em diversos produtos, tanto nas bicicletas quanto nos ciclomotores – uma Joint-venture – como ocorreu aqui com a Autolatina, entre as Montadoras Ford e Volkswagen.

Ciclomotor Crescent Trapper 1206, 1966

Estes modelos acima nos dizem bem isso, o Trapper 1207, da Monark, e o 1206, da Crescent, são basicamente os mesmos modelos, mais com marcas diferentes.

Possuem motor HVA, de duas velocidades, com câmbio no punho (Crescent) e no pé (Monark) e Kickstart (pegam no quique) Suspensão traseira e dianteira com amortecedores telescópicos, farol e lanterna.

Ciclomotor Crescent Trapper 1217 de exportação, 1966

Este é um modelo Crescent de luxo, para Exportação, com acabamentos no tanque, para-lamas e protetor do motor cromados. Vinha com motor HVA de 3 marchas no pé, protetores laterais no motor, velocímetro com iluminação e aros 18″ x 2,25″.

Ciclomotor Monark 1218 50S, 1968

Esse é o modelo premium da Monark, vinha com motor Sachs, 50cc, de 3 velocidades, câmbio no pé, diversos acabamentos cromados, protetores laterais do motor em aço inox, espelhos retrovisores (opcionais) e 1 cv de potência líquida.

Ciclomotor Monark Topper 1205 Policial

Esse é um curioso modelo, feito para imitar modelos maiores, utilizados pela Polícia Sueca. De fato, se assemelha muito a motos de maior cilindrada da época. Possuía Motor HVA de 2 velocidades, câmbio no pé, Kickstart, acabamento lateral no tanque de borracha, aros de 20″ x 2,25″ e diversos opcionais.

Ciclomotor Crescent Topper 1228, 1968

Modelo mais simples, mais vinha com motor Sachs, 50cc, 3 velocidades, com refrigeração forçada, com diversos itens cromados e alguns opcionais.

Ciclomotor Monark 50SS Cross 1970

Fazendo-se valer do grande sucesso alcançado nas pistas, tanto de asfalto como de terra, a Monark lançou este ciclomotor destinado ao motocross. A despeito do seu motor, um Sachs de 50cc, tinha muita força, câmbio de 6 velocidades, suspensão Ceriani, reforço no quadro, redimensionamento no pistão e camisa e pneus e aros cross.

Foram diversos modelos de Ciclomotores fabricados, mais também houveram Scooters.

Scooter Crescent 1264, 1964

Este simpático Scooter teve seu desenho inspirado nas Lambrettas italianas, vinha com motor Husqvarna, com câmbio de 2 velocidades, sistema de escape Padmodell, Suspensão dianteira ligação inferior e traseira com garfo oscilante, aros de 10″, velocímetro e luzes de freio.

Snowmobile Monark 1263, 1965

Este Ciclomotor é uma mistura com os Scooters, algo semelhante a modelos atuais como a Honda Bis e Yamaha Krypton, vinha com motor HVA, câmbio manual de 2 velocidades, suspensão dianteira telescópica, lanterna com luz de freio e velocímetro. Este modelo também foi feito nas marcas Crescent e Husqvarna.

Ciclomotor Monark 1247 Compact, 1967

Este é tido como o primeiro modelo compacto, mais próximo do design dos modelos que teríamos aqui à partir da década de 1970. Vinha com motor Husqvarna, com câmbio no manete, de 2 velocidades, suspenção dianteira telescópica e traseira com amortecedor com mola, porta-bagagens, tanque no quadro, farol e lanterna e aros de 20″.

Ciclomotor Monark 1248 Compact, 1969

O modelo 1248 lançado em 1969 vinha com motor Sachs, também com câmbio no manete, de 2 velocidades e as mesmas características do modelo anterior.

Vale ressaltar que a Monark brasileira não se tratava de uma filial Sueca, e seus Ciclomotores necessariamente não eram cópias de modelos suecos, muito embora houvesse uma parceria entre as Empresas.

Enfim, a Monark – Crescent no ramo das motocicletas também se destacava e muito, pela variedade e qualidade de seus produtos.

Cubo de 3 marchas

 

Sistema de marcha no cubo – Monareta Kross III

Neste post vamos falar do Sistema de 3 marchas interna no cubo de roda, do tipo que epuipa a Monareta Kross III e outros modelos semelhantes, assim como também do Sistema Freehub com cassete.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monareta, Tropical… Ou naquela dobrável que veio sem marchas?

Esses cubos usam pinhões para corrente larga. Assim, se instalados numa bicicleta de marcha única, não é preciso trocar a coroa da pedivela. E se a corrente não tiver  gasta, pode-se usar a mesma corrente.

São cubos duráveis. Assim, não tema pegar um usado, no máximo terá que trocar o pinhão, que é barato e facilmente encontrável no Mercado Livre.

O ideal é montar com uma configuração que use uma marcha com 5 ou 6 metros de deslocamento por pedalada na marcha mais pesada. Assim, Essa marcha será usada na sua pedalada no plano – as pessoas sempre escolhem marchas com deslocamento entre 5 e 6 metros de deslocamento por pedalada pra manter velocidade no plano, não importa  a bicicleta. Desta forma, as outras duas marchas serão mais leves e permitirão conforto nas subidas. Nas descidas, é só deixar a bicicleta ir….

Então, por exemplo, numa Barra Circular, que usa rodas de aro  26 1 e 1/2 (ou aro 27,5, é o mesmo diâmetro), e cuja pedivela tem coroa de 44 dentes, com o cubo com pinhão de 24 dentes, a marcha mais pesada terá 5,2 metros de deslocamento por pedalada. Que é mais ou menos a mesma marcha que vem de fábrica. Mas com o cubo de 3 marchas assim montado, a bicicleta terá mais duas outras marchas  mais leves para subida, a do meio com 3,8 metros de deslocamento por pedalada, e amais leve com2,8 metros de deslocamento por pedalada.

Kit Shimano Nexus 3 marchas

Já no caso das bicicletas com aro 20 – sejam as Monaretas, sejam atuais dobráveis ou mesmo quadros de BMX, adequados a pessoas menores – montar com pedivela com coroa de 44 dentes e pinhão de 16 ou 17 dentes daria a mesma relação de marchas apontada no parágrafo acima.

O salto entre as marchas é grande, mas a amplitude é muito boa para uso urbano. Isso sem falar que, se a corrente está bem alinhadinha, a durabilidade da corrente será imensa. E no caso do pinhão gastar-se, basta virá-lo de lado e usar mais um bom tanto (só não é possível fazer isso se estiver usando a versão do cubo de 3 marchas com freio contra-pedal embutido)

Outra característica desses cubos é a imensa durabilidade. Alguns cubos na Europa estão em uso há décadas. Ora, quer coisa melhor pra quem pedala na cidade, vários quilômetros por dia, vários dias por semana? Tem gente que pedala fácil, só indo e voltando pro trabalho, todo dia, cerca de 200 km por semana, ou seja, de 800 a 1000 km por mês, chegando a 10 mil km por ano só indo e voltando pro trabalho de segunda a sexta.

Sistema de marchas cassete com freehub 

Esse é um sistema mais recente – surgiu em 1978 – e foi desenvolvido para substituir as catracas, um conjunto mais pesado.

Esse sistema novo possui uma roda livre no cubo, também conhecido por freehub. Neste sistema as engrenagens ficam alojadas no cubo – são blindados – e o conjunto de dentes por onde a corrente opera (cassete) é destacável do freehub, tornando mais leve e eficiente seu funcionamento.

Os conjuntos cassete ficam encaixados nas estrias do freehub e a tampa frontal segura todo o sistema.

Sistema freehub com cassete

Fonte: asbicicletas.wordpress.com / pedaleria.com.br