Ciclomotores Monark-Crescent Suecos

Ciclomotor Monark Trapper 1207, 1966

Neste post vamos trazer um pouco dos Ciclomotores fabricados pela Monark-Crescent na Suécia, de onde se originou o seu mais famoso modelo, o Ciclomotor Monareta.

Vale dizer que após a incorporação das marcas ao Grupo Cycleurope, em 1961, ambas as marcas, Monark e Crescent, passaram a compartilhar a mesma plataforma em diversos produtos, tanto nas bicicletas quanto nos ciclomotores – uma Joint-venture – como ocorreu aqui com a Autolatina, entre as marcas Ford e Volkswagen.

Ciclomotor Crescent Trapper 1206, 1966

Estes modelos acima nos dizem bem isso, o Trapper 1207, da Monark, e o 1206, da Crescent, são basicamente os mesmos modelos, mais com marcas diferentes.

Possuem motor HVA, de duas velocidades, com câmbio no punho (Crescent) e no pé (Monark) e Kickstart (pegam no quique) Suspensão traseira e dianteira com amortecedores telescópicos, farol e lanterna.

Ciclomotor Crescent Trapper 1217 de exportação, 1966

Este é um modelo Crescent de luxo, para Exportação, com acabamentos no tanque, para-lamas e protetor do motor cromados. Vinha com motor HVA de 3 marchas no pé, protetores laterais no motor, velocímetro com iluminação e aros 18″ x 2,25″.

Ciclomotor Monark 1218 50S, 1968

Esse é o modelo premium da Monark, vinha com motor Sachs, 50cc, de 3 velocidades, câmbio no pé, diversos acabamentos cromados, protetores laterais do motor em aço inox, espelhos retrovisores (opcionais) e 1 cv de potência líquida.

Ciclomotor Monark Topper 1205 Policial

Esse é um curioso modelo, feito para imitar modelos maiores, utilizados pela Polícia Sueca. De fato, se assemelha muito a motos de maior cilindrada da época. Possuía Motor HVA de 2 velocidades, câmbio no pé, Kickstart, acabamento lateral no tanque de borracha, aros de 20″ x 2,25″ e diversos opcionais.

Ciclomotor Crescent Topper 1228, 1968

Modelo mais simples, mais vinha com motor Sachs, 50cc, 3 velocidades, com refrigeração forçada, com diversos itens cromados e alguns opcionais.

Ciclomotor Monark 50SS Cross 1970

Fazendo-se valer do grande sucesso alcançado nas pistas, tanto de asfalto como de terra, a Monark lançou este ciclomotor destinado ao motocross. A despeito do seu motor, um Sachs de 50cc, tinha muita força, câmbio de 6 velocidades, suspensão Ceriani, reforço no quadro, redimensionamento no pistão e camisa e pneus e aros cross.

Foram diversos modelos de Ciclomotores fabricados, mais também houveram Scooters.

Scooter Crescent 1264, 1964

Este simpático Scooter teve seu desenho inspirado nas Lambrettas italianas, vinha com motor Husqvarna, com câmbio de 2 velocidades, sistema de escape Padmodell, Suspensão dianteira ligação inferior e traseira com garfo oscilante, aros de 10″, velocímetro e luzes de freio.

Snowmobile Monark 1263, 1965

Este Ciclomotor é uma mistura com os Scooters, algo semelhante a modelos atuais como a Honda Bis e Yamaha Krypton, vinha com motor HVA, câmbio manual de 2 velocidades, suspensão dianteira telescópica, lanterna com luz de freio e velocímetro. Este modelo também foi feito nas marcas Crescent e Husqvarna.

Ciclomotor Monark 1247 Compact, 1967

Este é tido como o primeiro modelo compacto, mais próximo do design dos modelos que teríamos aqui à partir da década de 1970. Vinha com motor Husqvarna, com câmbio no manete, de 2 velocidades, suspenção dianteira telescópica e traseira com amortecedor com mola, porta-bagagens, tanque no quadro, farol e lanterna e aros de 20″.

Ciclomotor Monark 1248 Compact, 1969

O modelo 1248 lançado em 1969 vinha com motor Sachs, também com câmbio no manete, de 2 velocidades e as mesmas características do modelo anterior.

Vale ressaltar que a Monark brasileira não se tratava de uma filial Sueca, e seus Ciclomotores necessariamente não eram cópias de modelos suecos, muito embora houvesse uma parceria entre as Empresas.

Enfim, a Monark – Crescent no ramo das motocicletas também se destacava e muito, pela variedade e qualidade de seus produtos.

Cubo de 3 marchas

 

Sistema de marcha no cubo – Monareta Kross III

Neste post vamos falar do Sistema de 3 marchas interna no cubo de roda, do tipo que epuipa a Monareta Kross III e outros modelos semelhantes, assim como também do Sistema Freehub com cassete.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monareta, Tropical… Ou naquela dobrável que veio sem marchas?

Esses cubos usam pinhões para corrente larga. Assim, se instalados numa bicicleta de marcha única, não é preciso trocar a coroa da pedivela. E se a corrente não tiver  gasta, pode-se usar a mesma corrente.

São cubos duráveis. Assim, não tema pegar um usado, no máximo terá que trocar o pinhão, que é barato e facilmente encontrável no Mercado Livre.

O ideal é montar com uma configuração que use uma marcha com 5 ou 6 metros de deslocamento por pedalada na marcha mais pesada. Assim, Essa marcha será usada na sua pedalada no plano – as pessoas sempre escolhem marchas com deslocamento entre 5 e 6 metros de deslocamento por pedalada pra manter velocidade no plano, não importa  a bicicleta. Desta forma, as outras duas marchas serão mais leves e permitirão conforto nas subidas. Nas descidas, é só deixar a bicicleta ir….

Então, por exemplo, numa Barra Circular, que usa rodas de aro  26 1 e 1/2 (ou aro 27,5, é o mesmo diâmetro), e cuja pedivela tem coroa de 44 dentes, com o cubo com pinhão de 24 dentes, a marcha mais pesada terá 5,2 metros de deslocamento por pedalada. Que é mais ou menos a mesma marcha que vem de fábrica. Mas com o cubo de 3 marchas assim montado, a bicicleta terá mais duas outras marchas  mais leves para subida, a do meio com 3,8 metros de deslocamento por pedalada, e amais leve com2,8 metros de deslocamento por pedalada.

Kit Shimano Nexus 3 marchas

Já no caso das bicicletas com aro 20 – sejam as Monaretas, sejam atuais dobráveis ou mesmo quadros de BMX, adequados a pessoas menores – montar com pedivela com coroa de 44 dentes e pinhão de 16 ou 17 dentes daria a mesma relação de marchas apontada no parágrafo acima.

O salto entre as marchas é grande, mas a amplitude é muito boa para uso urbano. Isso sem falar que, se a corrente está bem alinhadinha, a durabilidade da corrente será imensa. E no caso do pinhão gastar-se, basta virá-lo de lado e usar mais um bom tanto (só não é possível fazer isso se estiver usando a versão do cubo de 3 marchas com freio contra-pedal embutido)

Outra característica desses cubos é a imensa durabilidade. Alguns cubos na Europa estão em uso há décadas. Ora, quer coisa melhor pra quem pedala na cidade, vários quilômetros por dia, vários dias por semana? Tem gente que pedala fácil, só indo e voltando pro trabalho, todo dia, cerca de 200 km por semana, ou seja, de 800 a 1000 km por mês, chegando a 10 mil km por ano só indo e voltando pro trabalho de segunda a sexta.

Sistema de marchas cassete com freehub 

Esse é um sistema mais recente – surgiu em 1978 – e foi desenvolvido para substituir as catracas, um conjunto mais pesado.

Esse sistema novo possui uma roda livre no cubo, também conhecido por freehub. Neste sistema as engrenagens ficam alojadas no cubo – são blindados – e o conjunto de dentes por onde a corrente opera (cassete) é destacável do freehub, tornando mais leve e eficiente seu funcionamento.

Os conjuntos cassete ficam encaixados nas estrias do freehub e a tampa frontal segura todo o sistema.

Sistema freehub com cassete

Fonte: asbicicletas.wordpress.com / pedaleria.com.br

  

A Monark das motos

Neste post vamos trazer a  história da Monark, mas desta vez das suas motos, desde a Suécia.

Em 1927 foi introduzida a linha de motocicletas Monark, com motores SV e OHC blackbourne, de 250cc ou 600cc. Em meados dos anos 30 a Empresa começou a produzir motos, com motores de 98cc. Durante a Segunda Guerra mundial produziu motocicletas para o Exército Sueco, como a da foto, utilizando motores de 4 tempos, 500cc SV Albin. Foram fabricadas na antiga fábrica da Husqvarna, antiga fábrica de bicicletas adquira pela Monark. Depois da guerra a Monark tornou-se a maior fabricante de motocicletas da Suécia.

Nos anos 1950 a Monark teve grande êxito nas competições de motocross. Em 1954 participou com 8 motos do International Six day trial, uma espécie de Olimpíada das motos. Nesta competição os 8 pilotos ganharam medalhas de ouro. Em 1959 o Piloto Sten Lundin sagrou-se campeão mundial de motocross na categoria 500cc. Repetiu este feito mas tarde, em 1961.

Outro nome marcante nas competições de motocross pela Monark foi Ove Lundell, ele foi campeão sueco dos campeonatos de 1955, 58 e 60.

Ove Lundell

Em 1972/3, numa altura em que as marcas japonesas já dedicavam em um grande esforço financeiro no desenvolvimento das motos de competição, subsistiam, ainda assim, alguns artesãos com ideias próprias que lutavam contra a maré e que, em grande parte, eram o cerne do charme do ‘Continental Circus’.

A Monark se destacou produzindo motos off road que ficaram famosas, mas também desenvolveu motos de velocidade. No início dos anos 1970, junto com Rudi Kurth, desenvolveu uma moto revolucionária.

Rudi Kurth, além de piloto, era um grande inovador na técnica de construção de sidecar de velocidade. Ele projetou uma moto de 500cc muito baixa, da altura de uma racing de 50cc. Era equipada com um motor Crescent,  2 tempos, 3 cilindros e 75 cv, de origem náutica.

A Monark Sagrou-se campeã mundial de moto-velocidade 500cc de 1973, com está moto, uma Monark-Crescent, com Rudi Kurth como piloto.

A Monark também competiu com motos de 50cc, baseada em modelo semelhante ao ciclomotor Monareta fabricado aqui.

A Monark contratou Goran  Henningson, como construtor e piloto para a categoria 50cc. Ele e Sven Hakansson construíram com base do quadro do ciclomotor Moped, da marca.

Ciclomotor Moped Cyklar

A primeira corrida como protótipo se deu em 1971, se classificando para a primeira corrida 3 horas depois  de ser montada. Era equipada com motor Sachs, 15hp, o suficiente para chegar a 150 km P/hora.

Como vimos, a Monark também se saiu muito bem com as Motos.

Monark Crescent Mixte

Monark – Crescent Mixte

Neste post vamos voltar a falar das Empresas Monark e Crescent, desta vez falando de uma bicicleta feminina de turismo, a Crescent Mixte.

Como já dissemos em post anterior,  Monark e Crescent são Empresas que pertencem ao Grupo Grimaldi, fazem parte do Cycleurope,  um dos maiores conglomerados do ramo no mundo.

No Brasil, além da Monark Crescent 10, foi produzido aqui esta simpática bicicleta, sobre a Marca MCB (Monark-Crescentbolagen).

Lançada no começo dos anos 1970, tinha o nome de Mixte, mista em francês. Aliás, trata-se mais que um modelo, é na verdade um conceito, pois existem várias marcas, com quadros iguais, como uma tendência,  tal qual as Speed – este modelo misto é quase uma versão feminina delas.

Este modelo em especial trata-se de uma versão brasileira da Crescent Sueca Mixte model 92353 Ambassadeur, que vinha com cubo traseiro F & S Triplex e dianteiro Maillard Crossbow,  freios e câmbio Shimano e pedais e mesa SR.

Foi comercializada no Brasil desde o início dos anos 1970, foi pouco vendida e sua história é bastante escassa. Possuiu uma concorrente, a Peugeot Turismo feminina,  que na Europa também era chamada de Mixte.

Peugeot Mixte 12 Speed

O tempo de duração de sua fabricação e venda no País são desconhecidos, assim como outros modelos semelhantes.

Curiosidade 

Como dissemos, existiram muitos outros modelos Mixte no mundo, de várias Marcas, vamos trazer aqui alguns:

Está acima é uma Raleigh Clubman Mixte. Modelo inglês que apesar de ser com desenho feminino curiosamente se destinava ao público masculino.

Está é a Apollo Mixte, de 1978, fabricada no Japão.

Está é Americana, Centurion Le Mans Mixte, de 1975.

Como vimos, no mundo das bicicletas, repetir ou imitar um desenho de quadro é algo normal.

Monark das crianças 

A Monark é uma das bicicletas mais tradicionais do mundo. Boa parte deste sucesso se deve aos seus modelos destinados ao público infanto-juvenil. São sobre estes modelos que vamos falar neste post. 

Linha Monark mirim de 1967

Desde a Matriz, na Suécia, a Monark tem um cuidado especial com relação a estes modelos e no Brasil não foi diferente, como pode ser visto no mote publicitário acima, de 1967.

Linha Monareta mirim

Ao longo dos anos foram muitos os modelos,  como a Monareta mirim, lançada em 1967, ainda na primeira configuração de quadro, sendo fabricada até o final dos anos 80, mas sempre com o desenho da segunda geração, algo curioso, pois não seguiu a remodelação que ocorreu nos modelos de aro 20″.

Também teve a Monark Fofita, um modelo infantil, quase um velocípede, voltado para crianças de até 6 anos.

Monark Fofita aro 10
Monark Fofita aro 10″

Outro modelo curioso era a Monark Pepita, de aro 12″, pouco lembrado e conhecido atualmente. 

Monark Pepita aro 12″
Publicidade Monark Tigrão 1973

A grande sensação da garotada dos anos 70 sem dúvida era a Tigrão. Um modelo inspirado nas Schwinn Sting-ray americanas, foi uma febre entre os garotos de até 12 anos no país. 

Publicidade Monark BMX 1978

No vácuo do sucesso da Tigrão a Monark faz mais um lançamento de peso anos depois.  Trás ao mercado, em 1978, a BMX, inaugurando um novo segmento e um novo esporte, o bicicross.  Foi um divisor de água na indústria ciclística nacional.

Monark BMX turbo

Aproveitando o enorme sucesso a Monark lança um modelo tanto inspirado no bicicross quanto no Motocross, a Monark BMX tanque turbo, uma febre nos anos 80.

Monark Brisa infantil

Mas não só de modelos para os garotos a Monark se valeu.  Também lançou a Monark Brisa infantil para as meninas, com aro 16″, fazendo enorme sucesso .

BMX infantil feminina atual

Atualmente a Monark ainda produz modelos infantis,  como é o caso desta BMX, que curiosamente se destina as meninas. 

Monareta 1980

Neste post vamos falar da Monareta de 3ª geração, de 1980, penúltimo ano da série, também conhecida como Olímpica ou olimpíadas, em alusão as Olimpíadas de Moscou.

Para começar é  preciso dizer que, embora não seja uma das mais antigas, provavelmente é uma das mais difíceis de se achar, preservando suas características originais.

Fica até difícil tentar explicar este fato, pois na ocasião a Monareta já era a campeã de vendas da Monark e líder também do segmento, deixando pra trás a Berlineta, da Caloi.

A produção estimada da Monark na época era de algo em torno de 2 milhões de bicicletas por ano e a Monareta era responsável por aproximadamente 40% da produção, onde uma parte era destinada a exportação para Países da América do Sul.

Diante deste cenário era de se supor que houvessem mais modelos íntegros deste período, mas não; é muito mais fácil de se achar uma série Medalha de ouro 72 do que uma 1980.

Talvez a principal razão seja justamente pelo sucesso alcançado. Pois se tornará um sonho de consumo da meninada da época e todos queriam pedalar exaustivamente, sem falar nas disputas com as recém chegadas BMX, em ruas e pistas de terra, deteriorando mais rápido suas peças. Como se diz na gíria  “eram moídas”.

Poucas características as distinguem das demais, como os adesivos de cromo, os grafismos dos para-lamas e a lanterna traseira, redonda do mesmo modelo de 1979.

Monark e Crescent – Unidas pela história 

Todos nós sabemos que a Monark é originária da Suécia, não é mesmo? Mais o que poucos sabem e vamos trazer agora é sua história, assim como da Crescent, que embora para nós nos remete a um modelo da Monark, na verdade é uma Marca irmã, uma espécie de Joint-venture. 

A HISTÓRIA DA MONARK SUECA

Fábrica da Monark, em Hunnestad, Suécia, 1942

A origem da Monark vem da pequena Aldeia de Hunnestad, perto de Varberg, no sul do Condado de Halland, na Suécia . Lá, um Sueco de 18 anos chamado Birger Svensson, começou uma pequena loja, onde a Bicicleta Monark se originou. Birger começou montando e vendendo Bicicletas nesta pequena Loja, mas conforme o tempo foi passando o negócio cresceu e evoluiu para uma Empresa de Fabricação de peças utilizadas na fabricação de Bicicletas. 

Ao longo dos anos a Monark tem sido associada também a veículos motorizados, como Ciclomotores e motos, produtos que exigiram conhecimentos técnicos consideráveis, e rigorosos procedimentos para a garantia da qualidade. Por volta de meados de 1950, a Monark obteve vitórias em grandes corridas de Bicicletas e motos na Suécia; Logo o esporte e as corridas passaram a fazer parte da consolidação da Marca.

Enquanto isso, no Brasil, a Monark já despontava ao lado da Caloi, no mercado desde 1948, com bicicletas de excelente qualidade, onde muitas eram inspiradas em modelos de sucesso na Matriz.

Publicidade Monark Thunderbird 1959

Voltando a Suécia, em 1961 as coisas começam a mudar. A Empresa é adquirida pelo Grupo Grimaldi Industries, passando a fazer parte de um dos maiores Conglomerados Europeus do ramo das bicicletas, chamado Cycleurope, das quais fazem parte as Marcas: Bianchi, Crescent, DBS, Everton, Gitane, Kildemoes, Monark, Puch, Spectra e Tec.

Aí começa a história da Monark e da Crescent, que para nós não passava de um modelo Speed lançado nos anos 1970, mas que na verdade trata-se de uma Marca igualmente tradicional.

A HISTÓRIA DA CRESCENT

A Crescent nasceu no Estados Unidos, onde as bicicletas foram vendidas sob esse nome pela primeira vez, em torno de 1890, pela Western Wheel Works, uma Empresa com Sede em Chicago.

Publicidade Crescent, em Chicago, EUA, final do século XIX

 As Bicicletas feitas nos EUA, incluindo a Crescent, foram consideradas de alto padrão técnico e mantiveram uma excelente reputação na Europa. Esta foi a razão crucial pela qual o Sueco August Lindblad começou a importar Crescents para a Suécia, onde as vendeu em sua Cidade, Estocolmo.
Mas tarde a marca chegaria a Europa, nos anos 1950, motivada pelas competições ciclísticas, alcançando grande sucesso.
Nos anos 1960, após a união das Marcas, tanto a Monark quanto a Crescent deram um salto de qualidade – que já era grande – que resultou em ótimos modelos de ambas as Empresas.

No Brasil esta União resultou em uma das melhores Speed nacionais, a Monark Crescent de 10 marchas, no início dos anos 1970.

Mais tarde traria ainda a sofisticada Monark Positron, a primeira Speed com câmbio indexado no País.
Como vimos esta é uma história de sucesso de duas grandes marcas.

Curiosidade 

Fato curioso e pouco conhecido é que a nossa querida Monareta é um modelo mundial, pois além de ser fabricado aqui e na Colômbia,  montado no Chile, também era produzida na Suécia, mas como Crescent model 210, conforme podemos ver na publicidade abaixo:

Um modelo bem interessante era o model 213, com 3 marchas, com câmbio no tambor traseiro da Shimano, que seria inspiração para mais tarde ser criada no Brasil a Monareta Kross III.

Outro modelo também “internacional” é a nossa Monark Tigrão, lá chamada de Crescent Hi – Riser model 750, além do model 752 com 3 marchas.

Monark Brisa

Monark Brisa 1992
Monark Brisa 1992

Neste post vamos tentar reunir o máximo possível de informações para contar a história desta simpática bicicleta feminina, a Monark Brisa.

Tão suave quanto o nome, esta bicicleta feminina nasceu em 1987, em substituição a Monark Ipanema, que por sua vez foi concebida para rivalizar com a Caloi Ceci.

Monark Brisa 1988, aro 16
Monark Brisa 1988, aro 16

A Ipanema não fez feio frente a Ceci, mas nunca obteve o sucesso da concorrente. Tendo em vista que a disputa entre as gigantes da indústria ciclística era acirrada, a Monark não se conformava em ter seu produto subjugado perante a Ceci.

Foi quando resolveu mudar de produto, pois a Ipanema foi concebida para disputar com uma Ceci que não existia mais – foi modernizada – e pensando nisso trouxe a Brisa, que seria destinada a meninas, adolescentes e jovens mulheres, no mesmo nível que a Ceci se propunha, deixando a Monark Tropical atender a fatia das consumidoras mais velhas, assim como a Caloi fez com a sua Poti.

Monark Brisa 1987, aro 26
Monark Brisa 1987, aro 26

A Monark disponibilizou a Brisa em diversas versões, com aros 14, 16, 20 e 26, seu sistema de freios era através de cabos de aço, com freio ferradura. Seu selim de espuma também possui uma mola central, que permitia um suave passeio, mesmo considerando o perfil fino do seu pneu.

Monark Brisa 1987
Monark Brisa 1987

A Brisa finalmente conseguiu rivalizar com a Ceci, demonstrando ser uma rival a altura.

Nos anos 90 praticamente superou em vendas sua concorrente, que se viu obrigada a modernizar seu produto.

Monark Brisa 1992
Monark Brisa 1992

Em meados dos anos 90, entretanto, a situação de ambas começa a se complicar, pois vários Fabricantes Estrangeiros chegam ao país, e a busca pelo novo faz as vendas despencarem da Caloi e da Monark.

Caloi Ceci 1994
Caloi Ceci 1994

Mas as outrora gigantes absolutas demonstraram poder de reação e, cada uma a seu jeito, conseguem se equilibrar e se manterem na disputa do mercado.

Atualmente, tanto a Ceci quanto a Brisa, continuam a serem comercializadas, só que em versões menores, até o aro 20″.

Monark Brisa aro 20 atual
Monark Brisa aro 20 atual

Curiosidades

A Monark nos anos 80, diante da tentativa de popularizar a Brisa, se lançou em publicidades, em mídias da época, como tanto havia feito até os anos 70, conforme podemos ver no anúncio abaixo, da Revista Veja:

Publicidade Monark
Publicidade Monark Brisa

No caso, as pernas do Pai, se referem as de sua Esposa rs.

Ficha técnica:

Bicicleta feminina Monark Brisa

Aro: 14, 16, 20 e 22

Sistema de freio: Por cabos de aço, dianteiro e traseiro, por sistema tipo ferradura

Tração monobloco, com coroa de 46 dentes e catraca de 18 dentes

Fabricada desde 1987 até os dias atuais (até o aro 20″)

Monark Tropical

Monark Tropical 1980
Monark Tropical 1980

Olá pessoal, neste post vamos falar da bicicleta feminina adulta da Monark, a Tropical, além de suas antecessoras.

Bem, esta bicicleta feminina, assim como a masculina, têm uma história bem complexa e remonta até o final dos anos 50, se estendendo até os dias atuais, pois ainda continua em fabricação. Ou seja, é a Bicicleta mais antiga da Monark ainda em fabricação.

Monark Feminina Jubileu de Ouro 59
Monark Feminina Jubileu de Ouro 59

Tudo começou com a Jubileu de Ouro 59, que era uma edição comemorativa aos 50 anos da Monark – da Suécia. Ela vinha com aro grande, de 28″ e freio com sistema de varas (tipo Inglês).

Monark Feminina 1960
Monark Feminina 1960

Ao longo dos anos 60 continuou sendo fabricada, de maneira discreta, mas sempre fazendo parte do portfólio da Marca.

Monark feminina Copa 66 - Rei Pelé
Monark Garota Copa 66 – Rei Pelé

Como se pode constatar, a qualidade de construção e acabamento da Monark sempre foram de ponta.

Publicidade Monark Feminina sére Medalha de Ouro 68
Publicidade Monark Feminina série Medalha de Ouro 68

Nos anos 70, enfim, ganha um nome – e uma letra “M” de metal entre as barras, acompanhando a nova tendência da Marca, buscando elencar as séries os nomes para seus modelos, como fez com a Monareta e Barra Circular, criando assim a Monark Senhora – para fazer par com a também recém batizada Monark Homem.

Monark Senhora 1978
Monark Senhora 1978

Com este nome seguiu até 1979. Em 1980 passava a se chamar, em definitivo, de Monark Tropical.

Monark Tropical 1980
Monark Tropical 1980

E assim ela seguia durante os anos 80, com discretas mudanças.

Monark Tropical 1987
Monark Tropical 1987

No decorrer dos anos 90 ela perde o “M” do quadro, voltando ao seu estilo clássico (bem mais simpática), uma nova e suave curvatura da barra intermediária do quadro e ganhou novo sistema de freio (tipo ferradura).

Monark Tropical anos 90
Monark Tropical anos 90

Nesta época ela rivalizava com a Caloi Ceci, mas também com uma da família, a Monark Brisa.

Monark Brisa anos 90
Monark Brisa anos 90

Talvez a Monark entendesse à época que a Brisa e a Ceci, da Caloi, atendiam a uma faixa etária feminina mais jovem, ao passo que a Tropical as Senhoras (haja visto que já se chamou de Senhora).

Monark Tropical atual
Monark Tropical atual

O modelo abaixo dos anos 90 pertence a um dos Leitores do nosso Blog, Alesandro Garcia:

Monark Tropical do Alesandro Garcia
Monark Tropical do Alesandro Garcia