A Monareta na nossa história 

A gente já contou aqui a história da Monareta, não é mesmo? Mas o que a gente não contou ainda é a nossa história com a Monareta, em nossa vida, o que ela representou nela.

Já recebemos dezenas de comentários de pessoas que tiveram a felicidade de ter sua história com a Monareta,  sempre atrelada a doces e felizes lembranças.

 

Pensando nisso tivemos uma ideia: Que tal criarmos um post só com as nossas histórias?  Isso mesmo, queremos ouvir suas lembranças, resgatando aqueles momentos mágicos que tiveram com suas monas, postando aqui no Blog, para a posteridade.

 

Então galera, tá valendo, se tiver interesse em dividir conosco sua história, é só postar nos comentários deste post, que iremos colocar numa nova postagem.  Se tiverem fotos de época também podem nos enviar, só que acessem para isso nossa fanpage no Facebook, do mesmo nome, in box (por mensagem).

Valeu pessoal, estou aguardando seus comentários, um abraço!

História do Ciclismo Brasileiro

As primeiras bicicletas e biciclos surgiram na Europa, no final do século XIX e desembarcaram no Brasil pouco depois, pelas mãos de ricos do eixo Rio/São Paulo, assim como imigrantes Alemães que viviam em Curitiba e Porto Alegre.

Companhia de ciclistas do Batalhão Naval que abriu a parada militar realizada no dia 11 de junho de 1907, no Rio de Janeiro

Na primeira Olimpíada da era moderna, realizada em Atenas, 1896, o Ciclismo debutava como competição no mundo.

O primeiro Clube ou Agremiação voltado para o ciclismo no Brasil surgiu em Curitiba, em 1895, por Imigrantes alemães, sendo chamado de Clube de Ciclistas de Curitiba.

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Primeira agremiação ciclística do País, em Curitiba, 1895

Em 1896, foi inaugurado em São Paulo, a primeira pista de corridas ciclísticas do País, o Velódromo Paulista. Foi construído a pedido de Veridiana Valéria da Silva Prado, em sua chácara da Rua da Consolação. Foi projetado pelo Arquiteto Tomaz Gaudêncio Bezzi, se baseando no Velódromo Bufallo, de Paris.

Velódromo Paulista

Nesta mesma época ocorria na Praça da República, em São Paulo, uma espécie de escolinha de bicicletas, chamada de Circo de velocípedes, onde eram dadas aulas de bicicleta, assim como as alugavam para quem já sabia pedalar.

Inauguração da Caloi

Em 1898 era inaugurada a Casa Luiz Caloi e também realizada a primeira corrida em pista oficial no Velódromo Rio-Grandense, em Porto Alegre.

Em 1904 o Brasil teve o seu primeiro representante em uma competição internacional no esporte, era Antônio Prado Júnior, o Pradinho, neto de Veridiana Valéria, que participou do Campeonato mundial de Velódromo, realizado com o apoio de sua Avó, na Cidade de São Paulo, onde obteve o sexto lugar.

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Em 1925 surgia a Federação Paulista de ciclismo, que promoveu diversas competições, com vários Clubes de prestígio da Cidade de São Paulo.

Em 9 de Julho de 1933 era disputada a primeira corrida da tradicional 9 de Julho, em São Paulo, em homenagem aos mortos na revolução Constituicionalista, ocorrida no Estado, em 1932, que contou com 536 Ciclistas e a presença de 50 mil espectadores.

Em 1936 o Brasil estreava na competição dos Jogos Olímpicos de Berlim, com os Atletas Ricardo Magnani, Dertônio Ferrer e Hermógenes Netto.

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Em 1938, na Capital Gaúcha de Porto Alegre, foi disputado o primeiro Campeonato Brasileiro de Ciclismo. À partir dos anos 1930 outros Velódromos foram surgindo, como o Clube Brasil, o Ciclo Clube Ardanuy e o Bom Retiro.

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Em 1948 a Monark Brasileira era oficialmente registrada como Fábrica de Bicicletas, cuja qual era uma importadora da marca Sueca até então.

O esporte continuava ativo no País, após o término da 2ª Guerra mundial, mas só começou a ganhar projeção internacional na década de 1950, com Cláudio Rosa, que em 1952 venceu o Torneio Ciclístico Internacional, em Assunção, no Paraguai. Em 1954 Rosa voltaria a se destacar no cenário internacional, ao ganhar o Campeonato Americano de resistência.

Anésio Argenton

Anésio Argenton foi outro Atleta brasileiro que ganhou fama no Ciclismo, faturando as provas de velocidade e de quilômetro contra o relógio. E para coroar seu êxito, Argenon ganhou a medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de Chicago, em 1959.
Após um longo hiato de mais de uma década o País voltava a participar de competições internacionais, nos Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha, em 1972, na Prova de Estrada, com Luís Carlos Flores e Miguel Duarte.

Depois de ficar fora dos Jogos de 1976, Em Montreal, Canadá, o País aproveita o boicote das nações que dominavam o esporte para irem aos Jogos Olímpicos de Moscou, na antiga União Soviética e Los Angeles, EUA, em 1984, mas suas classificações foram ruins.

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O Goiano Wanderley Magalhães

Nos jogos Olímpicos de Seul, Coreia do Sul, em 1988, o resultado continuava ruim, ficando em último lugar na prova de perseguição por Equipes. O Atleta Cássio de Paiva foi o Vigésimo colocado na prova de Estrada. Ele também foi um dos poucos Ciclistas Brasileiros a ganhar uma Prova do Circuito Europeu, a Volta de Portugal.

Nos jogos que se seguiram, Barcelona, Espanha, em 1992 e Atlanta, EUA, em 1996, o panorama era o mesmo para o País nas Competições.

Nos Jogos de Sydney, Austrália, em 1992, os Brasileiros estiveram presentes nas Provas de Estrada (Masculino e feminino), e Montain Bike, esporte que debutava no país – surgiu em 1988 no Rio de Janeiro – mais nenhum deles terminou entre os 40 primeiros colocados.

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Em Atenas, na Grécia, em 2004, o Brasil garantiu 5 vagas: Nas provas de Estrada Classificaram-se Luciano Pagliarini, Murilo Fischer e Márcio May (Equipe masculina) e Janildes Fernandes Silva (Equipe feminina). Já no Montain Bike Jaqueline Mourão conquistou a vaga ao ficar em oitava no Campeonato Mundial, realizado no Canadá, em 2003.

CURIOSIDADES

BMX

Uma importante categoria de Ciclismo chegou ao Brasil, em 1978, pelas mãos da Monark: O BMX.

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No dia 3 de julho de 1978 Orlando Camacho foi convidado pela Monark para chefiar a primeira equipe de BMX Racing da América do Sul. Com grande experiência em competições de ciclismo e com vários títulos conquistados, Camacho convidou garotos do bairro da Mooca, em São Paulo, para participar da equipe.

Durante 7 meses o BMX foi divulgado no Estado de São Paulo em exibições feitas com rampas de madeira, em escolas e praças. A primeira delas foi no Guarujá, no litoral paulista, em agosto de 1978.

Montain Bike

Apesar de surgir no Rio de Janeiro, no Primeiro Montain Bike Cup Fazenda Hotel Jatahy, em 1988, o Montain bike se consolidou mesmo como categoria à partir de 1989, em Campos do Jordão, São Paulo, no Primeiro Cruiser das Montanhas de Campos do Jordão, através de JB e da Repórter Renata Falzoni, Competição essa que foi patrocinada pela Caloi, que disponibilizou para seus participantes 50 Bicicletas Cruiser Montana 5 marchas.

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Renata Falzoni

Posteriormente participaram da Copa Halls / Lâminas Schick, um dos pontos altos de 1989.

Renata Falzoni, uma Jornalista conceituada na época, foi uma das pessoas principais que contribuíram na divulgação e popularidade do Montain Bike no País.

Fonte: travinha.com.br, medalhabrasil.com.br e Wikipédia 

Monareta Jet Black – Curiosidades

Bem, a gente já falou aqui no Blog sobre ela, mas por se tratar de um modelo pra lá de especial e também por uma nova história, resolvemos fazer este novo post.

Publicidade Crescent model 213

Recentemente descobrimos que a Crescent Sueca, Empresa que pertence ao mesmo Grupo – Cycleurope – que a Monark, havia comercializado a bicicleta Crescent Folding model 210 e 213, irmã gêmea da nossa Monareta, de segunda geração.

O fato novo é com relação ao modelo 213, que apresentava as mesmas características da nossa Jet Black, com uma exceção: Vinha equipada com sistema de câmbio com 3 velocidades, no cubo da roda traseira, da Shimano.

Quer dizer, a versão da Jet Black sueca além do charme da exclusiva  cor preta e peças cromadas, era mais apimentada, cuja novidade do câmbio a nossa Monareta só viria a conhecer anos mais tarde, na Monareta Kross III, com 3 marchas.

Ciclomotores Monark-Crescent Suecos

Ciclomotor Monark Trapper 1207, 1966

Neste post vamos trazer um pouco dos Ciclomotores fabricados pela Monark-Crescent na Suécia, de onde se originou o seu mais famoso modelo, o Ciclomotor Monareta.

Vale dizer que após a incorporação das Empresas ao Grupo Cycleurope, em 1961, ambas as marcas, Monark e Crescent, passaram a compartilhar a mesma plataforma em diversos produtos, tanto nas bicicletas quanto nos ciclomotores – uma Joint-venture – como ocorreu aqui com a Autolatina, entre as Montadoras Ford e Volkswagen.

Ciclomotor Crescent Trapper 1206, 1966

Estes modelos acima nos dizem bem isso, o Trapper 1207, da Monark, e o 1206, da Crescent, são basicamente os mesmos modelos, mais com marcas diferentes.

Possuem motor HVA, de duas velocidades, com câmbio no punho (Crescent) e no pé (Monark) e Kickstart (pegam no quique) Suspensão traseira e dianteira com amortecedores telescópicos, farol e lanterna.

Ciclomotor Crescent Trapper 1217 de exportação, 1966

Este é um modelo Crescent de luxo, para Exportação, com acabamentos no tanque, para-lamas e protetor do motor cromados. Vinha com motor HVA de 3 marchas no pé, protetores laterais no motor, velocímetro com iluminação e aros 18″ x 2,25″.

Ciclomotor Monark 1218 50S, 1968

Esse é o modelo premium da Monark, vinha com motor Sachs, 50cc, de 3 velocidades, câmbio no pé, diversos acabamentos cromados, protetores laterais do motor em aço inox, espelhos retrovisores (opcionais) e 1 cv de potência líquida.

Ciclomotor Monark Topper 1205 Policial

Esse é um curioso modelo, feito para imitar modelos maiores, utilizados pela Polícia Sueca. De fato, se assemelha muito a motos de maior cilindrada da época. Possuía Motor HVA de 2 velocidades, câmbio no pé, Kickstart, acabamento lateral no tanque de borracha, aros de 20″ x 2,25″ e diversos opcionais.

Ciclomotor Crescent Topper 1228, 1968

Modelo mais simples, mais vinha com motor Sachs, 50cc, 3 velocidades, com refrigeração forçada, com diversos itens cromados e alguns opcionais.

Ciclomotor Monark 50SS Cross 1970

Fazendo-se valer do grande sucesso alcançado nas pistas, tanto de asfalto como de terra, a Monark lançou este ciclomotor destinado ao motocross. A despeito do seu motor, um Sachs de 50cc, tinha muita força, câmbio de 6 velocidades, suspensão Ceriani, reforço no quadro, redimensionamento no pistão e camisa e pneus e aros cross.

Foram diversos modelos de Ciclomotores fabricados, mais também houveram Scooters.

Scooter Crescent 1264, 1964

Este simpático Scooter teve seu desenho inspirado nas Lambrettas italianas, vinha com motor Husqvarna, com câmbio de 2 velocidades, sistema de escape Padmodell, Suspensão dianteira ligação inferior e traseira com garfo oscilante, aros de 10″, velocímetro e luzes de freio.

Snowmobile Monark 1263, 1965

Este Ciclomotor é uma mistura com os Scooters, algo semelhante a modelos atuais como a Honda Bis e Yamaha Krypton, vinha com motor HVA, câmbio manual de 2 velocidades, suspensão dianteira telescópica, lanterna com luz de freio e velocímetro. Este modelo também foi feito nas marcas Crescent e Husqvarna.

Ciclomotor Monark 1247 Compact, 1967

Este é tido como o primeiro modelo compacto, mais próximo do design dos modelos que teríamos aqui à partir da década de 1970. Vinha com motor Husqvarna, com câmbio no manete, de 2 velocidades, suspenção dianteira telescópica e traseira com amortecedor com mola, porta-bagagens, tanque no quadro, farol e lanterna e aros de 20″.

Ciclomotor Monark 1248 Compact, 1969

O modelo 1248 lançado em 1969 vinha com motor Sachs, também com câmbio no manete, de 2 velocidades e as mesmas características do modelo anterior.

Vale ressaltar que a Monark brasileira não se tratava de uma filial Sueca, e seus Ciclomotores necessariamente não eram cópias de modelos suecos, muito embora houvesse uma parceria entre as Empresas.

Enfim, a Monark – Crescent no ramo das motocicletas também se destacava e muito, pela variedade e qualidade de seus produtos.

Cubo de 3 marchas

 

Sistema de marcha no cubo – Monareta Kross III

Neste post vamos falar do Sistema de 3 marchas interna no cubo de roda, do tipo que epuipa a Monareta Kross III e outros modelos semelhantes, assim como também do Sistema Freehub com cassete.

Na verdade, uma variedade incrível de bicicletas na história usam cubos de 3 marchas, cujo projeto inicial remonta ao início do século XX. Eles funcionam muito bem em quadros com gancheira horizontal, que são os quadros usados em bicicleta de marcha única, mais simples, vendidas por aí.

É, já pensou? Colocar 3 marchas na sua Barra Circular, na sua antiga Monark Brisa, Monareta, Tropical… Ou naquela dobrável que veio sem marchas?

Esses cubos usam pinhões para corrente larga. Assim, se instalados numa bicicleta de marcha única, não é preciso trocar a coroa da pedivela. E se a corrente não tiver  gasta, pode-se usar a mesma corrente.

São cubos duráveis. Assim, não tema pegar um usado, no máximo terá que trocar o pinhão, que é barato e facilmente encontrável no Mercado Livre.

O ideal é montar com uma configuração que use uma marcha com 5 ou 6 metros de deslocamento por pedalada na marcha mais pesada. Assim, Essa marcha será usada na sua pedalada no plano – as pessoas sempre escolhem marchas com deslocamento entre 5 e 6 metros de deslocamento por pedalada pra manter velocidade no plano, não importa  a bicicleta. Desta forma, as outras duas marchas serão mais leves e permitirão conforto nas subidas. Nas descidas, é só deixar a bicicleta ir….

Então, por exemplo, numa Barra Circular, que usa rodas de aro  26 1 e 1/2 (ou aro 27,5, é o mesmo diâmetro), e cuja pedivela tem coroa de 44 dentes, com o cubo com pinhão de 24 dentes, a marcha mais pesada terá 5,2 metros de deslocamento por pedalada. Que é mais ou menos a mesma marcha que vem de fábrica. Mas com o cubo de 3 marchas assim montado, a bicicleta terá mais duas outras marchas  mais leves para subida, a do meio com 3,8 metros de deslocamento por pedalada, e amais leve com2,8 metros de deslocamento por pedalada.

Kit Shimano Nexus 3 marchas

Já no caso das bicicletas com aro 20 – sejam as Monaretas, sejam atuais dobráveis ou mesmo quadros de BMX, adequados a pessoas menores – montar com pedivela com coroa de 44 dentes e pinhão de 16 ou 17 dentes daria a mesma relação de marchas apontada no parágrafo acima.

O salto entre as marchas é grande, mas a amplitude é muito boa para uso urbano. Isso sem falar que, se a corrente está bem alinhadinha, a durabilidade da corrente será imensa. E no caso do pinhão gastar-se, basta virá-lo de lado e usar mais um bom tanto (só não é possível fazer isso se estiver usando a versão do cubo de 3 marchas com freio contra-pedal embutido)

Outra característica desses cubos é a imensa durabilidade. Alguns cubos na Europa estão em uso há décadas. Ora, quer coisa melhor pra quem pedala na cidade, vários quilômetros por dia, vários dias por semana? Tem gente que pedala fácil, só indo e voltando pro trabalho, todo dia, cerca de 200 km por semana, ou seja, de 800 a 1000 km por mês, chegando a 10 mil km por ano só indo e voltando pro trabalho de segunda a sexta.

Sistema de marchas cassete com freehub 

Esse é um sistema mais recente – surgiu em 1978 – e foi desenvolvido para substituir as catracas, um conjunto mais pesado.

Esse sistema novo possui uma roda livre no cubo, também conhecido por freehub. Neste sistema as engrenagens ficam alojadas no cubo – são blindados – e o conjunto de dentes por onde a corrente opera (cassete) é destacável do freehub, tornando mais leve e eficiente seu funcionamento.

Os conjuntos cassete ficam encaixados nas estrias do freehub e a tampa frontal segura todo o sistema.

Sistema freehub com cassete

Fonte: asbicicletas.wordpress.com / pedaleria.com.br

  

A Monark das motos

Neste post vamos trazer a  história da Monark, mas desta vez das suas motos, desde a Suécia.

Em 1927 foi introduzida a linha de motocicletas Monark, com motores SV e OHC blackbourne, de 250cc ou 600cc. Em meados dos anos 30 a Empresa começou a produzir motos, com motores de 98cc. Durante a Segunda Guerra mundial produziu motocicletas para o Exército Sueco, como a da foto, utilizando motores de 4 tempos, 500cc SV Albin. Foram fabricadas na antiga fábrica da Husqvarna, antiga fábrica de bicicletas adquira pela Monark. Depois da guerra a Monark tornou-se a maior fabricante de motocicletas da Suécia.

Nos anos 1950 a Monark teve grande êxito nas competições de motocross. Em 1954 participou com 8 motos do International Six day trial, uma espécie de Olimpíada das motos. Nesta competição os 8 pilotos ganharam medalhas de ouro. Em 1959 o Piloto Sten Lundin sagrou-se campeão mundial de motocross na categoria 500cc. Repetiu este feito mas tarde, em 1961.

Outro nome marcante nas competições de motocross pela Monark foi Ove Lundell, ele foi campeão sueco dos campeonatos de 1955, 58 e 60.

Ove Lundell

Em 1972/3, numa altura em que as marcas japonesas já dedicavam em um grande esforço financeiro no desenvolvimento das motos de competição, subsistiam, ainda assim, alguns artesãos com ideias próprias que lutavam contra a maré e que, em grande parte, eram o cerne do charme do ‘Continental Circus’.

A Monark se destacou produzindo motos off road que ficaram famosas, mas também desenvolveu motos de velocidade. No início dos anos 1970, junto com Rudi Kurth, desenvolveu uma moto revolucionária.

Rudi Kurth, além de piloto, era um grande inovador na técnica de construção de sidecar de velocidade. Ele projetou uma moto de 500cc muito baixa, da altura de uma racing de 50cc. Era equipada com um motor Crescent,  2 tempos, 3 cilindros e 75 cv, de origem náutica.

A Monark Sagrou-se campeã da categoria de 500cc de 1973, com está moto, uma Monark-Crescent, com Rudi Kurth como piloto.

A Monark também competiu com motos de 50cc, baseada em modelo semelhante ao ciclomotor Monareta fabricado aqui.

A Monark contratou Goran  Henningson, como construtor e piloto para a categoria 50cc. Ele e Sven Hakansson construíram com base do quadro do ciclomotor Moped, da marca.

Ciclomotor Moped Cyklar

A primeira corrida como protótipo se deu em 1971, se classificando para a primeira corrida 3 horas depois  de ser montada. Era equipada com motor Sachs, 15hp, o suficiente para chegar a 150 km P/hora.

Como vimos, a Monark também se saiu muito bem com as Motos.

Monark Crescent Mixte

Monark – Crescent Mixte

Neste post vamos voltar a falar das Empresas Monark e Crescent, desta vez falando de uma bicicleta feminina de turismo, a Crescent Mixte.

Como já dissemos em post anterior,  Monark e Crescent são Empresas que pertencem ao Grupo Grimaldi, fazem parte do Cycleurope,  um dos maiores conglomerados do ramo no mundo.

No Brasil, além da Monark Crescent 10, foi produzido aqui esta simpática bicicleta, sobre a Marca MCB (Monark-Crescentbolagen).

Lançada no começo dos anos 1970, tinha o nome de Mixte, mista em francês. Aliás, trata-se mais que um modelo, é na verdade um conceito, pois existem várias marcas, com quadros iguais, como uma tendência,  tal qual as Speed – este modelo misto é quase uma versão feminina delas.

Este modelo em especial trata-se de uma versão brasileira da Crescent Sueca Mixte model 92353 Ambassadeur, que vinha com cubo traseiro F & S Triplex e dianteiro Maillard Crossbow,  freios e câmbio Shimano e pedais e mesa SR.

Foi comercializada no Brasil desde o início dos anos 1970, foi pouco vendida e sua história é bastante escassa. Possuiu uma concorrente, a Peugeot Turismo feminina,  que na Europa também era chamada de Mixte.

Peugeot Mixte 12 Speed

O tempo de duração de sua fabricação e venda no País são desconhecidos, assim como outros modelos semelhantes.

Curiosidade 

Como dissemos, existiram muitos outros modelos Mixte no mundo, de várias Marcas, vamos trazer aqui alguns:

Está acima é uma Raleigh Clubman Mixte. Modelo inglês que apesar de ser com desenho feminino curiosamente se destinava ao público masculino.

Está é a Apollo Mixte, de 1978, fabricada no Japão.

Está é Americana, Centurion Le Mans Mixte, de 1975.

Como vimos, no mundo das bicicletas, repetir ou imitar um desenho de quadro é algo normal.

Monark das crianças 

A Monark é uma das bicicletas mais tradicionais do mundo. Boa parte deste sucesso se deve aos seus modelos destinados ao público infanto-juvenil. São sobre estes modelos que vamos falar neste post. 

Linha Monark mirim de 1967

Desde a Matriz, na Suécia, a Monark tem um cuidado especial com relação a estes modelos e no Brasil não foi diferente, como pode ser visto no mote publicitário acima, de 1967.

Linha Monareta mirim

Ao longo dos anos foram muitos os modelos,  como a Monareta mirim, lançada em 1967, ainda na primeira configuração de quadro, sendo fabricada até o final dos anos 80, mas sempre com o desenho da segunda geração, algo curioso, pois não seguiu a remodelação que ocorreu nos modelos de aro 20″.

Também teve a Monark Fofita, um modelo infantil, quase um velocípede, voltado para crianças de até 6 anos.

Monark Fofita aro 10
Monark Fofita aro 10″

Outro modelo curioso era a Monark Pepita, de aro 12″, pouco lembrado e conhecido atualmente. 

Monark Pepita aro 12″
Publicidade Monark Tigrão 1973

A grande sensação da garotada dos anos 70 sem dúvida era a Tigrão. Um modelo inspirado nas Schwinn Sting-ray americanas, foi uma febre entre os garotos de até 12 anos no país. 

Publicidade Monark BMX 1978

No vácuo do sucesso da Tigrão a Monark faz mais um lançamento de peso anos depois.  Trás ao mercado, em 1978, a BMX, inaugurando um novo segmento e um novo esporte, o bicicross.  Foi um divisor de água na indústria ciclística nacional.

Monark BMX turbo

Aproveitando o enorme sucesso a Monark lança um modelo tanto inspirado no bicicross quanto no Motocross, a Monark BMX tanque turbo, uma febre nos anos 80.

Monark Brisa infantil

Mas não só de modelos para os garotos a Monark se valeu.  Também lançou a Monark Brisa infantil para as meninas, com aro 16″, fazendo enorme sucesso .

BMX infantil feminina atual

Atualmente a Monark ainda produz modelos infantis,  como é o caso desta BMX, que curiosamente se destina as meninas. 

Monareta 1980

Neste post vamos falar da Monareta de 3ª geração, de 1980, penúltimo ano da série, também conhecida como Olímpica ou olimpíadas, em alusão as Olimpíadas de Moscou.

Para começar é  preciso dizer que, embora não seja uma das mais antigas, provavelmente é uma das mais difíceis de se achar, preservando suas características originais.

Fica até difícil tentar explicar este fato, pois na ocasião a Monareta já era a campeã de vendas da Monark e líder também do segmento, deixando pra trás a Berlineta, da Caloi.

A produção estimada da Monark na época era de algo em torno de 2 milhões de bicicletas por ano e a Monareta era responsável por aproximadamente 40% da produção, onde uma parte era destinada a exportação para Países da América do Sul.

Diante deste cenário era de se supor que houvessem mais modelos íntegros deste período, mas não; é muito mais fácil de se achar uma série Medalha de ouro 72 do que uma 1980.

Talvez a principal razão seja justamente pelo sucesso alcançado. Pois se tornará um sonho de consumo da meninada da época e todos queriam pedalar exaustivamente, sem falar nas disputas com as recém chegadas BMX, em ruas e pistas de terra, deteriorando mais rápido suas peças. Como se diz na gíria  “eram moídas”.

Poucas características as distinguem das demais, como os adesivos de cromo, os grafismos dos para-lamas e a lanterna traseira, redonda do mesmo modelo de 1979.

 

Monark e Crescent – Unidas pela história 

Todos nós sabemos que a Monark é originária da Suécia, não é mesmo? Mais o que poucos sabem e vamos trazer agora é sua história, assim como da Crescent, que embora para nós nos remete a um modelo da Monark, na verdade é uma Marca irmã, uma espécie de Joint-venture. 

A HISTÓRIA DA MONARK SUECA

Fábrica da Monark, em Hunnestad, Suécia, 1942

A origem da Monark vem da pequena Aldeia de Hunnestad, perto de Varberg, no sul do Condado de Halland, na Suécia . Lá, um Sueco de 18 anos chamado Birger Svensson, começou uma pequena loja, onde a Bicicleta Monark se originou. Birger começou montando e vendendo Bicicletas nesta pequena Loja, mas conforme o tempo foi passando o negócio cresceu e evoluiu para uma Empresa de Fabricação de peças utilizadas na fabricação de Bicicletas. 

Ao longo dos anos a Monark tem sido associada também a veículos motorizados, como Ciclomotores e motos, produtos que exigiram conhecimentos técnicos consideráveis, e rigorosos procedimentos para a garantia da qualidade. Por volta de meados de 1950, a Monark obteve vitórias em grandes corridas de Bicicletas e motos na Suécia; Logo o esporte e as corridas passaram a fazer parte da consolidação da Marca.

Enquanto isso, no Brasil, a Monark já despontava ao lado da Caloi, no mercado desde 1948, com bicicletas de excelente qualidade, onde muitas eram inspiradas em modelos de sucesso na Matriz.

Publicidade Monark Thunderbird 1959

Voltando a Suécia, em 1961 as coisas começam a mudar. A Empresa é adquirida pelo Grupo Grimaldi Industries, passando a fazer parte de um dos maiores Conglomerados Europeus do ramo das bicicletas, chamado Cycleurope, das quais fazem parte as Marcas: Bianchi, Crescent, DBS, Everton, Gitane, Kildemoes, Monark, Puch, Spectra e Tec.

Aí começa a história da Monark e da Crescent, que para nós não passava de um modelo Speed lançado nos anos 1970, mas que na verdade trata-se de uma Marca igualmente tradicional.

A HISTÓRIA DA CRESCENT

A Crescent nasceu no Estados Unidos, onde as bicicletas foram vendidas sob esse nome pela primeira vez, em torno de 1890, pela Western Wheel Works, uma Empresa com Sede em Chicago.

Publicidade Crescent, em Chicago, EUA, final do século XIX

 As Bicicletas feitas nos EUA, incluindo a Crescent, foram consideradas de alto padrão técnico e mantiveram uma excelente reputação na Europa. Esta foi a razão crucial pela qual o Sueco August Lindblad começou a importar Crescents para a Suécia, onde as vendeu em sua Cidade, Estocolmo.
Mas tarde a marca chegaria a Europa, nos anos 1950, motivada pelas competições ciclísticas, alcançando grande sucesso.
Nos anos 1960, após a união das Marcas, tanto a Monark quanto a Crescent deram um salto de qualidade – que já era grande – que resultou em ótimos modelos de ambas as Empresas.

No Brasil esta União resultou em uma das melhores Speed nacionais, a Monark Crescent de 10 marchas, no início dos anos 1970.

Mais tarde traria ainda a sofisticada Monark Positron, a primeira Speed com câmbio indexado no País.
Como vimos esta é uma história de sucesso de duas grandes marcas.

Curiosidade 

Fato curioso e pouco conhecido é que a nossa querida Monareta é um modelo mundial, pois além de ser fabricado aqui e na Colômbia,  montado no Chile, também era produzida na Suécia, mas como Crescent model 210, conforme podemos ver na publicidade abaixo:

Um modelo bem interessante era o model 213, com 3 marchas, com câmbio no tambor traseiro da Shimano, que seria inspiração para mais tarde ser criada no Brasil a Monareta Kross III.

Outro modelo também “internacional” é a nossa Monark Tigrão, lá chamada de Crescent Hi – Riser model 750, além do model 752 com 3 marchas.